Parestesia??? Mas não seria “anestesia”? Não! Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Entenda um pouco sobre essa complicação cirúrgica. Iremos falar exclusivamente sobre a parestesia que ocorre na boca, ok?

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Sabemos que acidentes e complicações em cirurgias orais giram em torno de 5%. Entre os problemas mais frequentes estão a alveolite, a formação de abcessos, a hemorragia e a palavra em destaque nesta postagem: a parestesia. A parestesia acontece quando há dano em algum nervo, geralmente no nervo chamado de alveolar inferior, que passa por dentro da nossa mandíbula, embaixo dos dentes. Os nervos Lingual e Facial podem ser afetados também. O paciente fica com uma sensação de anestesia que não passa depois do tempo esperado, além de sentir formigamentos, pontadas, sensação de frio, dormência e pressão. É importante frisar que parestesia é diferente de uma paralisia. Na paralisia há uma perda de funções motoras de alguma região, deixando parte do rosto paralisado.

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Proximidade do dente do siso e do nervo alveolar inferior

A parestesia pode ser considerada um risco ou um acidente de certas cirurgias que acontecem perto dos nervos. As causas mais comuns são: uma picada com agulha de anestesia direto sobre o nervo, uma compressão do nervo, uma fratura, colocação de implante muito próxima ao nervo ou ainda uma extração dentária.

O paciente deve ser sempre orientado previamente sobre os riscos de um procedimento cirúrgico. Na hora de extrair um dente do siso ou de colocar um implante dentário em região próxima à saída do nervo alveolar inferior, por exemplo, os riscos de parestesia são maiores.

E o que fazer quando a parestesia acontece?

Tratamento – Primeiro de tudo: manter a calma. É importante fazer um diagnóstico preciso e rápido para entender o que está causando a Parestesia. Se ela for causada por um edema cirúrgico (inchaço), por exemplo, assim que o edema diminuir e parar de comprimir o nervo, a sensação vai voltando aos poucos até ser totalmente restabelecida. A maioria dos casos volta ao normal sem tratamento. Nesses casos é preciso paciência apenas. Em casos mais graves onde foi observada uma lesão grave do nervo, é importante começar a tratar o mais rápido possível. Alguns tratamentos podem incluir medicamentos com vitaminas e Laserterapia. 

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Um Abraço,

Dr. Luiz Rodolfo